terça-feira, 25 de julho de 2017

Só mais um momento de epifania cotidiana.

Com o tempo a gente passa a se conhecer mais.

Tenho me questionado bastante quanto a minha necessidade de acompanhar em redes sociais a vida de algumas pessoas. Eu sempre me considerei desapegada. Logo que acabei meu primeiro namoro, me desfiz dos presentes materiais. Gosto de ter um número limitado de pessoas nas minhas redes sociais, sempre deleto ou deixo de seguir alguém.

Entretanto de um tempo pra cá, percebi um certo padrão nas minhas atitudes. Eu sempre excluo pessoas de Recife (do fim da minha adolescência e inicio de vida adulta) e incluo pessoas de Fortaleza (infância e adolescência).

Não que eu não goste das pessoas de Recife ou que elas tenham feito algo contra mim, minhas melhoras amigas são de lá. Acredito que seja pelo fato de ter sido uma época meio perturbada da minha vida, onde fiz escolhas que não me orgulho (mas tb não me arrependo). Mesmo tendo sido a época que mais tive liberdade por morar só e estar longe da família, foi um período que eu deixei de ser eu mesma algumas vezes. E ter contato com pessoas que fizeram parte disso me faz lembrar.

Então comecei a pensar que talvez seja assim que certas pessoas se sintam em relação a mim. Talvez elas não tenham sido suas melhores versões na época que conviveram comigo, e o fato de eu estar perto as fazem lembrar disso. Eu sempre quis ter um vinculo de amizade com meu ex por ele ter sido meu primeiro namorado, amigo dos meus amigos por muito tempo e ter sido uma parte importante da minha vida por anos. E eu por ter uma visão romântica da vida, tendo a nostalgizar uma época feliz da minha vida (16-20anos). Mas acho que finalmente comecei a entender que talvez eu seja a época de ele não faz questão de lembrar.

E a verdade não dói.

Isso já me atormentou por tanto tempo que seria igual a ter medo no Chucky (brinquedo assassino).

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