segunda-feira, 10 de maio de 2010

Blame it on the happy endings


Começa assim: "Era uma vez uma pobre garotinha desamparada que conheceu um belo príncipe, alto, forte e nobre e eles viveram felizes para sempre." Então logo depois vem o(a) moço(a) com a vida atrapalhada que encontra alguém com quem briga muito, mas logo depois apaixonam-se e vivem felizes para sempre...Sem falar nas revistas, livros, lendas urbanas.
Sinceramente, alguém deveria fazer algo sobre isso. Pais, professores, psicólogos...Você tem idéia dos males que essas histórias e tudo relacionado já fizeram com a humanidade? Muitas lágrimas, drama, álcool e anti-depressivos...isso por baixo! Mas com o tempo, a idade e as cicatrizes crescemos, passamos a adotar relacionamentos abertos, no strings attached. Ou mesmo namoramos, mas sempre esperando do outro o que ele(ela) nunca pode oferecer, ou nem sabe que essas expectativas existem.
Pois é, mas apesar de toda essa minha revolta, eu não sou tão bem resolvida assim. Faz tanto tempo que não amo que me dá um vazio que piora a cada comédia romântica e a cada vez que me dou conta que não tem ninguém com quem eu sonhe, que me dê extra-sístoles quando vejo, que sempre espero o meu final feliz exatamente como nos filmes e insisto em ser o protagonista loser que no momento ainda não encontrou seu grande amor.